China faminta por commodities impacta indígenas no Brasil: como evitar mais desastres?

Um estudo conduzido pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) apontou o crescimento de oportunidades para os empreendedores que vendem sucos (laranja e outros), carnes (bovina, de frango e suína), café e calçados, além de mais espaço para soja e celulose.

soja_china001Tais atividades são as que mais impactam Terras e Povos Indígenas e Minorias no Brasil. Hoje, 80% das exportações brasileiras para os chineses são de minério de ferro, soja, petróleo e celulose. A diversificação dos setores faz parte da estratégia de tornar o Brasil menos sensível às oscilações nos preços das commodities que os chineses compram daqui.

Em 2014, o país arrecadou menos com as exportações para a China do que no ano anterior, com uma queda de 12%, somando US$ 40,6 bilhões. A principal causa disso foi exatamente a redução no preço e no volume de transações das principais commodities. O comércio entre os dois países alcançou a marca de US$ 77,9 bilhões, com saldo favorável ao Brasil.

Uma das apostas para o aumento de oportunidades de negócios está na migração acelerada na China da sua população rural para as zonas urbanas. Entre 2000 e 2013, 300 milhões de pessoas fizeram esse caminho. Isso aumenta a demanda por novos produtos, abrindo mais negócios para empresas estrangeiras. Para os próximos anos, espera-se a migração de mais 250 milhões de pessoas para as grandes cidades.

O crescimento de parcerias entre China e Brasil, bem como toda a América Latina, vai desde a imensa necessidade chinesa no petróleo, minérios  e alimentos. Por isso a China já disponibilizou recursos no valor de U$ 250 bilhões para investimentos em infra-estrutura logística a ser implementada nos próximos anos na América Latina.

Porém, o que há de mais grave nisso, e que denunciamos aqui, são os povos indígenas e minorias que têm sido engolidos pela fome chinesa em importar commodities, e pela sede de  lucros rápidos dos exportadores de commodities latinos.

Uma solução que tem sido montada como estratégia pelos Movimentos Sociais, que deu certo quando a Europa e EUA eram os grandes consumidores dos commodities, é embarcar até o país importador e denunciar os impactos que têm sido causados.

A estratégia pode dar certo, tendo em vista que a China tem se preocupado com seu histórico de poluição interna e a saúde de sua população.

Basta agora os Povos Indígenas e Minorias, junto a seus apoiadores, unirem-se para iniciar o diálogo com os Chineses, bem como se antecipar aos debates sobre meio ambiente e Direitos Humanos que dos países membros dos BRICS, apenas o Brasil e Índia iniciaram as conversas.Presidenta-Rousseff-Narenda-Palacio-Alvorada_ACRIMA20140716_0011_15A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram em julho de 2014, em Fortaleza, CE, três acordos nas áreas de meio ambiente, processamento de dados de satélite e troca de informações sobre cidadãos. Eles participam da 6ª Reunião de Cúpula do Brics.

O acordo na área ambiental visa a desenvolver pareceria em diversos temas: mudança climática, diversidade biológica, reflorestamento, conservação de recursos hídricos, gestão de resíduos, biocombustíveis produtos derivados de plantas medicinais, qualidade do ar.

Um dos planejamentos em andamento para exportação de commodities do Brasil para a China se chama Projeto Transul, que você precisa conhecer e pode já discutir em sua região. Assista a apresentação de José Carlos de Assis do Intersul.

Fontes: http://www.cebc.org.br/

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