Evo Morales: “O movimento indígena precisa ser anticolonialista e anticapitalista”

Durante a Cúpula dos Povos, presidente agradeceu o apoio dos povos indígenas da América à causa do povo boliviano e pediu aos presentes que fortalecessem os movimentos indigenistas que não se desviassem no caminho rumo à libertação.

12/04/2015

Da Alba TV*

O presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, se reuniu com representantes dos povos indígenas do Panamá, do movimento sindical e dos Movimentos Sociais da Nossa América, durante a Cúpula dos Povos, na Universidade do Panamá.

No breve encontro, realizado em um auditório da Universidade, Morales agradeceu o apoio dos povos indígenas da América à causa do povo boliviano e pediu aos presentes que fortalecessem os movimentos indigenistas que não se desviassem no caminho rumo à libertação. “Se queremos impulsionar o movimento indígena, irmãos, temos que ser principalmente anticolonialistas, anti-imperialistas e anticapitalistas.”

“Na Bolívia nos diziam que os indígenas serviam apenas para votar, não para governar, mas nos últimos anos o indígena tem demonstrado que pode governar, e governar melhor do que todos os que governaram antes”, afirmou o presidente, que tem origem aymara, governa seu país desde 2005 e foi reeleito em duas oportunidades por uma ampla maioria.

Unidade

Evo aproveitou para reafirmar a importância de conquistar e manter a unidade do povo em sua diversidade como uma garantia para a vitória política, utilizando como exemplo a experiência da Bolívia.

“Graças à luta e à consciência do povo boliviano, de todos os setores sociais, não apenas o movimento indígena, camponês e dos povos originários, mas também os sindicatos de trabalhadores, operários, mineiros e motoristas, é que nós nos unimos. É essa a mensagem que trago para vocês, graças a essa unidade dos movimentos sociais, na Bolívia agora temos estabilidade política com crescimento econômico.”

O presidente também foi ressaltada a necessidade de que todos os povos da América Latina apoiem fortemente o povo cubano para derrotar o bloqueio econômico, bem como ao povo venezuelano, ante o que Morales considerou um novo momento das ingerências dos norte-americanos.

Além disso, agradeceu o apoio dos presentes no encontro à demanda histórica da Bolívia em recuperar uma saída para o mar, tomada pelo Chile em uma invasão militar em 1879.

Traduzido por Rafael Tatemoto

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/31803

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