Saiba quem são e o que pensam os ruralistas anti-indígenas do Mato Grosso do Sul

MS-AUDIENCIAPEC215Uma audiência pública que debateu a questão indígena no Mato Grosso do Sul, na Assembleia Legislativa nessa manhã (6/07), foi marcada pela presença massiva de proprietários rurais, entidades e autoridades ligadas aos interesses agropecuários de Mato Grosso do Sul.

O debate foi iniciativa das deputadas Mara Caseiro (PTdoB) e Antonieta Amorim (PMDB), e dos deputados Zé Teixeira (DEM), Paulo Corrêa (PR) e Eduardo Rocha (PMDB), junto de sindicatos rurais do estado e proprietários que pressionam medidas do governo federal.

A Deputada Estadual Mara Caseiro (PTdoB) – Foto: Geovanni Gomes

Mara Caseiro criticou o governo federal na figura da presidenta Dilma Rousseff. “Falta coragem da presidenta para lidar com a questão”. Com a mesma opinião dos proprietários, a deputada também criticou a atuação da Funai (Fundação nacional do índio). “Entendemos que propriedades tituladas não podem ter a ação da Funai”.

Luana Ruiz, proprietária rural e advogada,  também esteve presente na audiência. Luana é conhecida por suas críticas a entidades como a Funai e Cimi (Conselho Indigenista Missionário), além de ser especializada, juridicamente, na defesa dos produtores rurais. “Índio tem que falar por si, os órgãos como MPF (Ministério Público Federal) têm que parar de defender ‘invasões’”, se referiu ela à defesa das ocupações indígenas.

Luana também criticou a atuação da Funai em delimitar terras para os povos indígenas, que segundo ela “como um passo de mágica transforma em terra indígena e inviabiliza a iniciativa privada”. A proprietária ainda afirmou que o Cimi ‘incita conflitos’, e assim como os outros proprietários, defende a PEC 215.

Luana Ruiz é advogada e proprietária e atua na defesa dos proprietários ruais (foto: Geovanni Gomes)

Orlando Baez, superintendente federal da Agricultura em Mato Grosso do Sul, afirmou que o Ministério da Agricultura não está ligado a questão, e que o Ministério envolvido é o da Justiça. Orlando acredita que a PEC 215 é um ‘caminho’ para resolver a questão.

Diogo Peixoto e Valfrido Medeiros Chaves, proprietários rurais e presidentes dos Sindicatos Rurais de Amambai e de Campo Grande, respectivamente, afirmaram que os atos de violência contra os indígenas nas terras, marcas características dos conflitos, ‘são necessários’. “Chega momentos críticos que não tem o que fazer”, defendeu Diogo Peixoto.

Questionado sobre a disparidade de forças entre os povos indígenas e os proprietários, Valfrido Chaves, proprietário de uma fazenda em Aquidauana, defendeu as ações dos proprietários. “Tem que oferecer resistência porque o governo não dá segurança. Tem que buscar os próprios ‘meios’”.

O proprietário e  presidente do Sindicato Rural de Campo Grande (foto: Geovanni Gomes)

Valfrido também é um forte defensor da PEC 2015 que ele afirma ser fundamental para a ‘justiça’. “A Funai é comprometida ideologicamente. Não há incompetência da Funai e do governo. Há incompetência para o mal”, enfatizou ele.

Fonte: http://www.topmidianews.com.br

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