Teria alma Alceu Moreira? Descubra.

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Quem é Alceu Moreira?

Deputado Federal reeleito em 2014 pelo PMDB no Rio Grande do Sul, com mais de 152 mil votos, é hoje o 3º mais votado pelo seu estado e o 1º pelo PMDB gaúcho. É o principal achacador na CPI da Funai e do Incra. Mas quem está por trás de sua alma?

Alceu Moreira nasceu na cidade litorânea gaúcha Terra de Areia, em 1954, na época ainda pertencia ao município de Osório, onde começou sua carreira política sendo vereador de 1983 a 1988, vice-prefeito de 1993 a 1996, prefeito de 1997 a 2002.

Na época, Alceu Moreira foi condenado pela 1ª Câmara Cível do TJ-RS por improbidade administrativa. A ação foi solicitada pelo Ministério Público (MP) e pedia a condenação por improbidade administrativa ao efetuar 23 contratações temporárias sem as características de excepcional interesse público.
Alceu Moreira é herdeiro político de Eliseu Padilha, também do PMDB e que possui uma larga história de suspeições de toda a ordem. Padilha é o atua Ministro da Aviação Civil.
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Moreira correu atrás de Padilha em outubro de 2015, e estiveram reunidos para buscar alternativas para a construção da nova ponte entre Tramandaí e Imbé, RS. A articulação não teve nada de planos e metas junto ao ministério, mas é um exemplo do método utilizado pelo deputado para alcançar seus objetivos.
O ministro da Aviação não tem nada a ver com construção de pontes, obviamente, mas se comprometeu em auxiliar seu pupilo na articulação com o Ministério das Cidades, enquanto Moreira se comprometeu em fazer a articulação junto à Metroplan, no Rio Grande do Sul, para que seja realizado o mais breve possível o projeto executivo da obra, orçado em R$ 400 mil.
Claramente este recurso será utilizado para beneficiar a população gaúcha, mas na alma negociadora do comerciante de votos Alceu Moreira há outro objetivo.
Moreira recebeu doações de campanha de várias empreiteiras interessadas em executar obras, e por seu lado, o deputado engorda seu caixa para as próximas campanhas, tendo a certeza que as empresas doarão parte do recurso arrecadado. Esta é a alma de Moreira: quem paga, leva.
Além de seu padrinho Padilha, Moreira possui outra figura pública que o deixa de costas quentes para bater em Dilma Rousseff, além de desrespeitar deputados na Câmara, abusar de racismo e ameaçar os direitos de povos indígenas e populações tradicionais. Trata-se do vice-presidente da República Michel Temer, a quem Moreira já recorreu para pedir apoio a obras.
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Temer apoiou Moreira em sua campanha de 2014 com R$ 100.000,00, de seus recursos pessoais. O que desejam com esta parceria?
O recurso doado por Temer a Moreira segue o rastro dos Maggi, os reis da soja e do agronegócio. O que deixa claro a quem Moreira deve defender e por que ele tanto ataca a Funai, o Incra, indígenas e quilombolas.
Teria Alceu alma?
Em uma audiência pública sobre a demarcação de terras indígenas realizada em Vicente Dutra (RS), em 2013, o deputado incitou a população não indígena à violência:
“Nós, os parlamentares, não vamos incitar a guerra, mas lhes digo: se fardem de guerreiros e não deixem um vigarista desses dar um passo na sua propriedade. Nenhum! Nenhum! Usem todo o tipo de rede. Todo mundo tem telefone. Liguem um para o outro imediatamente. Reúnam verdadeiras multidões e expulsem do jeito que for necessário”, afirmou.
Esta ação tem sombras na alma de Alceu. Ele recebeu financiamento de campanha no valor de R$ 20.000,00 da Companhia Brasileira de Cartuchos – CBC, interessada em vender armas e munições. Como a empresa alcançaria sua meta sem a existência de conflitos?
A alma vendida de Moreira resolveu rapidamente criando, juntamente com seu colega não menos racista, Luiz Carlos Heinze (PP-RS), a situação de conflito no interior do Rio Grande do Sul, com os processos de demarcação de Terras Indígenas, amedrontando os agricultores familiares de que perderiam suas terras se não se protegessem contra os indígenas.
A intenção dos deputados foi criar o clima de tensão que agora querem utilizar nas eleições municipais, apontando seus pupilos como candidatos que “não deixarão o mal acontecer”. O que escondem os ruralistas é que o estado do RS deveria indenizar os proprietários, e para isso existe a Lei do FUNTERRA. Mas se esta informação chegar aos agricultores, eles iriam pressionar não a Funai, mas o governo do estado que é do PMDB.
A campanha que Moreira faz colocando no conflito a Terra indígena Mato Preto, tem já candidatos definidos. São eles Edgar Marmentini, Secretário em Erechim, candidato a deputado estadual pela região de Mato Preto, e Gilberto Capoani, deputado estadual que sairá a federal, perpetuando o poder de Moreira, Padilha e do PMDB do RS.
Neste jogo, os indígenas e Funai estão sendo utilizados para que deputados como Alceu Moreira, o sem alma, alcance os objetivos das empresas que financiaram sua campanha e mantenha seu partido e seus correligionários eleitos.
Quanto ganha Moreira com isto?
Com este esquema, Moreira já ampliou seus bens em 150%. Em 2006 ele declarou R$ 468.254,00 em bens, já em 2014 deu um salto para  R$ 1.173.802,00.
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